Quarta, 08 Fev 2012

Poesia — Terça-feira, 2 Fevereiro 2010 — 0 Comentários

D’Um Paradense – Não guardarei rancor a ninguém

Às vezes, coisas mesquinhas,

Por mais que pequeninas,

Têm sinal duvidoso.

Porque, se engana gente,

Que sem saber até sente,

Quando o gesto é perigoso.

.

Não se pode revelar ,

Quando se quer desabafar,

Com quem temos por amigo.

Palavras levas o vento,

E , em qualquer momento,

Lá nos espreita o inimigo.

.

Sem efeitos de glória,

Fiz buscas à memória,

E , até achei piada.

Aos setenta anos pensaria,

Que de mim se queixaria,

Por um bem que melhorava.

.

E foi tão simplesmente,

Do parecer de certa gente,

Tal facto aconteceu.

Mas tão rápido que ligeiro,

O malfadado mensageiro,

A batalha não venceu.

.

E lá se chegou ao fim,

Porque a confiança em mim,

Vai continuar como sempre.

Por tudo o que aconteceu,

Quero afirmar do meu, Eu,

Ser a minha forma de gente.

.

E já que a novela acabou,

Para mim nada mudou

Tenho o mesmo coração.

Desta ermida assim falei,

Tendo cumprido a Lei,

Como qualquer cidadão.

.

Mas em mim fica gravada

A mágoa inesperada,

Por todo o sofrimento.

Mas , quem ler este poema,

Verá que valeu a pena,

Este meu desenvolvimento.

.

De tudo o que estou a falar,

Nas Forcadas é o lugar,

Neste Mundo tormentoso

Mas atesto pela esperança ,

De nunca procurar vingança,

E, continuar a ser bondoso.

adelino.jpg


Nota – Acaso me fiz entender , num recente poema ; dizia:- A tua paz é a minha paz.

Aqui fica, portanto , que apesar de tudo, não guardarei rancor a ninguém.

Adelino Borges

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