Sábado, 04 Fev 2012

Religião — Domingo, 2 Novembro 2008 — 0 Comentários

Nova multidão no cemitério de São João de Areias em Dia de Todos-os-Santos

Imagem 003.jpgPor todo o lado se celebra o Dia de Todos-os-Santos como afirmação do dogma que une, em ritual de intenções, os fiéis vivos aos santos e mártires de todos os tempos, especialmente aos que não estão incluídos no calendário, cujos 365 dias do ano são insuficientes para os venerar a todos.
Assim, por altura do Dia de Todos-os-Santos, a 1 de Novembro, e do Dia dos Finados ou dos Fiéis Defuntos, a 2 do mesmo mês, os cemitérios tornam-se centro das maiores atenções de evocação aos que partiram, e aí se derramam lágrimas por quem deixou o mundo dos vivos, ao mesmo tempo que se exibe abundância de flores numa sentimental tradição de rito penitencial, nalguns casos, uma reparação de longos esquecimentos.
Ontem, feriado do Dia de Todos-os-Santos, tal se repetiu no cemitério de São João de Areias. Apinhado de gente, talvez em número de milhares, deslocando-se muitos de vários pontos do país, e reflorindo de uma multiforme moldura de arranjos florais, o cemitério foi palco imenso de saudade e oração.
Pe. José António Almeida, pároco da freguesia, é um dos sacerdotes que frequentemente clamam para que os sentimentos, a prestação de afectos, sejam exercidos em vida e não em tão exuberante exibição de flores numa única data do ano. Mais uma vez isso esteve explícito nas palavras da homília que o mesmo proferiu na missa celebrada no cemitério da sede da freguesia, onde novamente se constatou que São João de Areias é das terras que mais intensamente soleniza a comemoração do Dia de Todos-os-Santos.
Com o altar instalado, como habitualmente, ao centro do cemitério e abrigado do sol por um toldo, a missa foi, nas palavras do sacerdote, “clamor de oração aos que partiram deste mundo” e “apelo e desafio à santidade”, na qual foram particularmente encomendados os 41 falecidos (18 mulheres e 23 homens, dos 55 aos 92 anos de idade) desde igual data de há um ano.
Terminada a missa, o sacerdote, acompanhado pela Irmandade, percorreu todo o cemitério no aspergir das campas. Às suas orações, seguidas por toda a multidão, juntou-se o som da marcha fúnebre, executada pela Banda da Sociedade Filarmónica de São João de Areias, um hábito que dá intensidade e singularidade às celebrações desta paróquia.
Foi ainda no cemitério que ontem, à noite, se rezou o Terço por alma dos defuntos. Hoje, Imagem 007.jpgImagem 016.jpgImagem 019.jpgdomingo, dia 2, ao início da tarde, é celebrada missa na Igreja Matriz por intenção dos mesmos.
Lino Dias

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