Religião — Segunda-feira, 5 Julho 2010 — 1 Comentário
Oliveira do Conde acolheu a celebração do crisma arciprestal de Carregal do Sal
Ontem, 4 de Julho, Domingo XIV do Tempo Comum, o Bispo D. Ilídio Leandro presidiu a cerimónia do crisma arciprestal de Carregal do Sal, este ano a cargo da paróquia de Oliveira do Conde, de acordo com a rotação anual pelas paróquias do respectivo arciprestado.
Além do próprio pároco, Pe. Álvaro Dias Arede, participaram também na celebração eucarística do crisma os restantes párocos do arciprestado, nomeadamente Pe. Ramiro Dias Ribeiro, de Papízios e Parada, Pe. José Carlos Maia, de Sobral, Pe. José António Almeida, de Currelos-Carregal do Sal, e Pe. Valmor Marcolin, de Cabanas de Viriato e Beijós. Teve lugar na Igreja Matriz, com início às 17 horas.
A igreja apresentava-se completamente cheia, com uma assembleia de fiéis maioritariamente composta pelos crismandos, seus padrinhos de crisma, familiares e catequistas. Pe. Álvaro Dias Arede, na qualidade de pároco anfitrião, agradeceu a presença do Bispo e apresentou-lhe os crismandos, aos quais pediu que levantassem o braço direito como sinal de que queriam receber o sacramento do crisma. Por sua vez, D. Ilídio agradeceu-lhe o convite e a presença dos restantes sacerdotes, dirigindo seguidamente os parabéns aos crismandos. A partir daí, centrou a sua homilia no “gesto de amor infinito de Deus por nós, através da oferta do seu filho” e acusou de “falta de cultura tremenda quando argumentam que os crucifixos devem sair de tantos lugares, quando a cruz é o sinal máximo da cultura da esperança, da cultura da vida e, por tudo isto, o sinal máximo do amor”.
Dirigindo-se aos crismandos, disse D. Ilídio: “O momento do crisma é o momento em que vos tornais cristãos adultos, hoje tornai-vos cristãos como missionários de Jesus Cristo; o que se vos pede é que cada um que hoje vai ser crismado leve Jesus Cristo na sua vida, vida como cristão em tudo o que faz, e seja anunciador dos valores do Evangelho”.
Terminada a homilia, o bispo ministrou o Sacramento da Crisma a 86 crismandos, a maioria jovens, mas contando-se muitos adultos. Enquanto D. Ilídio procedia ao rito da imposição das mãos e à unção da fronte de cada crismando, soavam melodiosamente os cânticos do grupo coral em honra do Espírito Santo.
Depois desse ritual, todos os recém crismados receberam a comunhão. No final da missa, disse-lhes D. Ilídio: “A partir de hoje também sois enviados para serem parte viva da Igreja, o vosso pároco precisa de vós, o vosso bispo precisa de vós”. A todos dirigiu um cumprimento amigo, com a recomendação de que não deixem que “o Espírito Santo fique desiludido”.
Conforme iam saindo da Igreja, era notório um brilhozinho nos olhos dos recém crismados e até algumas lágrimas corriam na face de uma das jovens que receberam o Sacramento do Crisma. Todos se sentiam, de certeza, mais fortes com Deus e merecedores da admiração da comunidade que testemunhou o passo dado nesse sentido.
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Aida bem que estamos católicamente vivos!
Quando ainda môço assisti a uma das mais belas festas quando em Parada ,e uma semana antes,se fizeram os preparativos,para a recepção do então SR Bispo,onde veio praticar esse acto crimal.Foi lindo,recordo,porque tambem eu na altura me submeti ao crisma.
Mas agora vejo que muita coisa se perdeu na minha terra…
Que pelo menos alguem não deixe esquecer as tão lindas tradições,neste caso ,de aspecto católico.