Sociedade — Terça-feira, 11 Março 2008 — 0 Comentários
SAUDAÇÃO A UM VELHO E INSIGNE DEMOCRATA
Democrata até aos ossos
Na expressão de um velho lobo-do-mar
Não virou, foi sempre dos nossos
Quer ao leme, quer a estivar.
De Santa Comba Dão é filho
Bem tratado por quem sabia,
Desde cedo foi andarilho,
Nas vagas difíceis da democracia.
Herdou do pai a paixão
De sentir a liberdade,
Muito cedo passou à acção
Com sentimento e verdade.
Foi trabalhador comercial
Inteligente nas contas
Como empregado especial
Estas batiam certo e sempre prontas.
Teve labor para os lados da Estação
No velho Vimieiro entre vinhas,
Por ali cresceu uma oliveira de estagnação
Enquanto trabalhou na Fornecedora de Farinhas.
Rumou a terras africanas
Dando o corpo a muita luta,
Cruzou-se com alguns sacanas
Mas foi ele que ganhou a disputa.
Homem de raro trato
De carácter claro como a luz do dia,
Relaciona-se sem aparato
Tem um toque de mágico na diplomacia.
Amante insigne da sua terra
Estudioso da sua história,
Amante da paz e não da guerra,
Com ele a sua terra fica gravada na memória.
Vinte e cinco de Abril, Revolução,
Está na linha da frente
Toma as rédeas da solução,
Levando aqui a Revolução adiante.
Do município foi presidente
Conhecendo muito bem os terrenos,
Agiu para toda a gente,
Aplacando os exaltados e incentivando os mais serenos.
Santacombadense de raça
Trabalhando pela sua terra com fulgor,
À corrupção também deu caça
Este cidadão que também foi vereador.
A idade não perdoa
É talvez o estigma principal
Mesmo assim não foi à toa,
Foi um excelente presidente da Assembleia Municipal.
Recebeu ministros e secretários
De várias pastas e seus pares,
Como Presidente da Câmara recebeu vários
E lá no alto o Presidente Mário Soares.
Santa Comba se foi transformando
Sem ter em conta a idade,
Fazem-se coisas boas amando,
Também a ele se deve, ser hoje, Santa Comba Dão cidade.
De quem falamos então?
Com um pequeno palpite, talvez te salves.
É GRANDE FIGURA de Santa Comba Dão,
É sem dúvida o inconfundível e perene SR. LAURO GONÇALVES.
(N.B. – Meu caro, desculpa esta maldade, por ser fraca e ficar a milhas de distância do teu
valor, e da minha falta de habilidade para escritos poéticos. Fica a intenção sincera e humana pela consideração profunda pela nossa terra, pela
democracia e por todos os que se bateram e batem, com inteligência e tenacidade, a bem do povo e de PORTUGAL.)
FILIPE BELO
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