Quinta, 09 Set 2010

Associativismo — Sexta-feira, 2 Abril 2010 — 0 Comentários

TEMPO DE ESPERANÇA – Escola Secundária de Carregal do Sal e CCC assinaram protocolo de colaboração

IMG_1614.jpgCom uma assistência variada e muito atenta, que reuniu directores, professores, Associações de Pais, outros parceiros e forças vivas, foi assinado, em 31 de Março/2010, pelas 21h30, na “sala das tertúlias” do CCC, um protocolo de mútua colaboração entre a Escola Secundária com 3º Ciclo de Carregal do Sal e o Centro Cultural de Currelos.

No acto formal, foi lido o texto do protocolo por uma jovem aluna da Escola Secundária e associada do CCC. Os jovens têm uma grande importância na estrutura associativa do CCC porque representam o futuro e a esperança de um mundo melhor, mais humano, mais justo e mais solidário. Neste momento a maior visibilidade dessa importância traduz-se numa nova realidade associativa, o CJC (Centro Juvenil de Currelos), que desenvolve a sua actividade em parceria com o CCC, partilhando espaços, meios, num diálogo permanente onde se manifestam diferenças, modos de ver e de construir a unidade possível na diversidade sempre desejada e acarinhada.

Seguiu-se a assinatura do documento em causa e as intervenções do Presidente da Direcção do CCC, Óscar Paiva, e do Director da Escola IMG_1607.JPGSecundária, Hermínio Alexandre Marques. Das palavras de ambos, realçamos o sentido de unidade; a necessidade de uma aproximação cada vez maior entre as instituições; a urgência de um trabalho em rede, partilhando experiências, aproximando vontades, desenvolvendo actividades conjuntas, racionalizando meios; a grande alegria dos responsáveis por este acto simbólico, que desejam aprofundar no quotidiano através da mais diversificada acção conjunta. Abrem-se, de facto, perspectivas interessantes, algumas já materializadas, o caso do Ténis de Mesa, e outras a materializar no curto prazo, a colaboração no jornal “O Amigo de Currelos”.

Num acto desta importância, neste convite ao trabalho colaborativo, à aproximação de vontades, foi notada e referida com imensa tristeza a ausência de alguns autarcas, nomeadamente do Presidente do Conselho Municipal de Educação e do Vereador da Educação e Cultura. Nos tempos que correm é reconfortante sentirmos perto de nós, nos momentos que podem dar um outro sentido à realidade social, os nossos representantes, aqueles que pelo voto foram legitimados para conduzir os destinos da governação.

As nossas comunidades, cada vez mais despovoadas, precisam de um toque a rebate pela unidade a caminho de um futuro melhor. Esse toque a rebate pode traduzir-se em múltiplos gestos, mas o mais significativo é o da presença, da palavra solidária, do reforço da acção que se pretende desenvolver. Ninguém se iluda: os erros do passado recente vão ter um elevado preço. Os menos afortunados serão sempre os mais prejudicados; as comunidades sem meios, sem vontade e sem unidade, sofrerão mais, terão muito menos possibilidades de repelir a crise instalada.

O sentido de união, que este simples acto protocolar traduz, é um princípio, entre muitos outros que possam surgir, que devemos agarrar em espírito e verdade. Os gestos, a vontade, o sentido da comunhão, o sabermos que ninguém tem futuro agarrado a ilusórios ideais de narcísico individualismo, devem, nesta hora de crise nacional e global, congregar-nos. Nesta cerimónia singela entre duas instituições foi feito este apelo muito sincero e despretensioso: queremos unir esforços para construir mais, para criar mais, para viver melhor; esse viver que respeita as diferenças; esse viver que aproveita os talentos de todos. É isto e só isto que se pretende.

IMG_1609.jpgA encerrar, foi servido um porto de honra que selou este compromisso, com a garantia, como diz o preâmbulo do protocolo, do “dever de partilhar sinergias para dar mais sentido ao desenvolvimento da comunidade”. As Santas Festas Pascais também se desejaram, neste espírito renovado de querermos SER mais para termos “uma vida mais abundante”.

O Presidente da Direcção da APDAE fez o favor de bater as fotos para registar este momento, um momento singular mas cheio de sentido e significado. Que ele seja o ponto de partida de mais participação, de mais colaboração, de mais realidades culturais conjuntas e plenamente abertas à comunidade em geral.

Que estas instituições sejam, cada vez mais, espaços de verdadeira comunidade.

A Direcção do CCC

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