Quinta, 09 Fev 2012

Convívios — Terça-feira, 19 Maio 2009 — 0 Comentários

Tertúlia Policiária da Liberdade reuniu em Cabanas de Viriato em homenagem a Aristides de Sousa Mendes

Imagem 004.jpgA Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) realizou no domingo, 17 de Maio, o seu quinto convívio anual, juntando em Cabanas de Viriato confrades policiaristas do norte, centro e sul do país.
A opção este ano por Cabanas de Viriato partiu de sugestão do conhecido actor e encenador Rui Mendes, também confrade policiarista, face ao caloroso contacto tido com as pessoas daquela vila por ocasião da exibição, no Teatro da Trindade, em Lisboa, da peça “A Desobediência”, evocativa de Aristides de Sousa Mendes, e ao estreitamento de relações, daí resultante, com o presidente da Junta Freguesia, Ricardo Campos.
Registou-se neste convívio a presença de meia centena de policiaristas, os quais tomaram a casa que Aristides de Sousa Mendes habitou como ponto de referência para a concentração. Além do presidente da Junta de Freguesia e sua esposa, juntaram-se-lhes ali o presidente do Conselho Directivo da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes (EBI), José Manuel Figueiredo, a jovem poetisa Cláudia Borges e seus familiares convidados.
O programa contemplava uma homenagem a Aristides de Sousa Mendes, que a TPL decidiu prestar pela sua coragem de “desobedecer a regras formais que consentiam crimes” e “obedecer aos valores da humanidade e não à iniquidade de ordens criminosas”, tendo a mesma coincidido com a data em que se completavam exactamente 69 anos sobre os primeiros vistos desobedientes que Aristides passou ao salvar milhares de pessoas das perseguições nazis da II Guerra Mundial.
A caminho do local da homenagem, passava já do meio-dia, o presidente da Junta dirigiu-se aos policiaristas, junto ao portão da casa de Aristides, para lamentar o estado em que a mesma se encontra. Manifestando pena de a ver assim, no meio da vila, procurou sensibilizar os visitantes para fazerem ouvir a sua voz contra aquele estado de abandono.
Mais uns passos em frente, chegou então a vez da homenagem, com lugar no Parque das Laranjeiras, propriedade da Junta de Freguesia, onde crescem árvores (cedros e castanheiros) plantadas em memória de Aristides e Angelina de Sousa Mendes. Uma mensagem, lida por Rui Mendes, expressou: “A Tertúlia Policiária da Liberdade veio a Cabanas de Viriato, onde nasceu este notável português do século XX, prestar esta modesta homenagem, tão simples quanto sincera, na certeza de que é na memória dos homens que mereceram a nossa admiração, que poderemos encontrar os caminhos para um futuro melhor para os que vierem depois de nós”.
Após a leitura, o presidente da Junta felicitou a Tertúlia pela iniciativa e agradeceu-lhe ter escolhido Cabanas de Viriato para este encontro anual. Fez, então, uma apresentação da freguesia, na qual realçou a actividade associativa, o bairrismo das suas gentes e o apreço pelo acto heróico de Aristides de Sousa Mendes. “Está no coração dos homens e mulheres de todo o mundo”, disse o autarca, acrescentando: “Há aqui uma injustiça por reparar e só será reparada quando tivermos aqui o Museu e a quinta for, realmente, um desígnio nacional”.
O descerramento de uma lápide foi o acto seguinte da homenagem, sendo esta depois concluída com a plantação de um cedro no memorial de dezenas de árvores plantadas por outros grupos. Seguindo um ritual que cada grupo tem cumprido, todos os policiaristas deitaram pasadas de terra na cova, celebrizando o simbolismo do acto. Por fim, foi visitado o Cristo Rei, outro local de memória de Aristides de Sousa Mendes, fazendo-se então notar uma outra coincidência: Enquanto a imagem de Nossa Senhora de Fátima era transportada, entre multidões, na comemoração dos 50 anos do Cristo Rei, em Almada, a Tertúlia Policiária da Liberdade reunia-se em redor do Cristo Rei que Aristides de Sousa Mendes mandou erguer na sua quinta de Cabanas de Viriato, em 1929, precisamente há 80 anos.
Laceiras, mais propriamente o Restaurante Morgado, foi lugar do restante programa, onde o almoço, decorrido em animado ambiente de confraternização, deu ocasião à distribuição dos prémios de um concurso de contos, cujo tema era a figura de Aristides de Sousa Mendes, e à homenagem ao policiarista Gustavo Barosa (Zé-Viseu) e à Tertúlia Policiária do Norte. No almoço juntaram-se ao grupo Daniela Amaral e Juliana Campos, alunas da EBI, premiadas naquele concurso na categoria jovem, e a sua professora de Português, Ana Paula Silva.

Viveram-se ali momentos de animadíssima confraternização, beneficiados de um espontâneo abrilhantamento musical que o próprio proprietário do restaurante proporcionou e ao qual se juntaram o policiastista Gustavo Barosa, na bateria, e sua esposa, no piano. Passava das 17 horas quando aquele convívio terminou. A maioria dos policiaristas, com muitos quilómetros a percorrer, rumou até suas casas, enquanto meia dúzia deles (Rui Mendes, Pedro Faria, Gustavo Barosa e respectivas esposas) fizeram ainda uma visita à sala de teatro do NACO, em Oliveirinha, onde ficaram impressionados com o excelente trabalho que ali é desenvolvido.
Normalmente, estas coisas só acontecem em Lisboa e lembrarem-se de Cabanas de Viriato foi maravilhoso“, comentou o autarca Ricardo Campos ao «Farol da Nossa Terra». De facto, foi mesmo maravilhoso!

Lino Dias

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A Tertúlia Policiária da Liberdade

A Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) é uma associação informal de pessoas que, a pretexto do policiarismo, se reúnem e contactam amiúde entre si, não só para falar das coisas policiárias, que de facto cultivam, mas também de outras matérias, como arte, literatura, teatro, cinema, ciência, música ou política. É também objectivo do grupo, e não pouco importante, a sã e alegre confraternização entre os seus membros.
Além dos contactos pelo telefone e internet, os membros da TPL encontram-se, nas primeiras quartas-feiras de cada mês, num almoço na Cafetaria do Museu do Teatro, em Lisboa. A adesão à TPL não requer mais do que a presença e a concordância tácita com o espírito aberto do conjunto. A TPL promove outras reuniões, nomeadamente os convívios anuais, para efeito de confraternização com policiaristas de todo o país. Um exemplo foi este V Convívio, realizado em Cabanas de Viriato.
O nome de Liberdade dado à tertúlia derivou do facto de um dos primeiros locais de encontro periódico se situar na Av. da Liberdade, em Lisboa, nome que não se perdeu por mudanças de local de reunião e acabou fixado devido ao elevado apreço dos membros da Tertúlia pelo precioso bem que é a Liberdade.
Relativamente ao policiarismo, pode dizer-se que é toda a actividade ligada à atracção pela literatura e pelos problemas policiais, ao gosto pela descoberta de pistas e resolução de enigmas. Trata-se, portanto, de uma actividade que tem ao mesmo tempo características lúdicas e culturais.

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Mensagem da homenagem a Aristides de Sousa Mendes

Desde pequeninos que todos à nossa volta nos dizem que devemos obedecer. Dizem-nos que devemos obedecer, a Mãe, o Pai, os Avós, o Professor, o patrão, a polícia, as religiões, os governos. É conhecida a lei do Regulamento de Disciplina Militar que nos diz que devemos obedecer primeiro, e só depois, eventualmente, discutir a justeza da ordem. À medida que vamos avançando na vida, vamos percebendo que o segredo do poder está na capacidade de se fazer obedecer. Os poderosos sabem-no bem, os ditadores não vivem sem o pôr em prática.
No século XVI um célebre pensador francês de nome Étienne de La Boétie, encontrou naquilo que chamou de “Mistério da Obediência” o segredo do poder político. Concluiu ele que a escolha a fazer pelos humanos se limitaria a “obedecer ou morrer”. Para exercer o poder tratava-se de obrigar a obedecer, até que aquele que obedece se consiga esquecer de que o faz. Consiga mesmo chegar a atingir a alegria da submissão, como bem supremo de uma vida feliz. La Boétie inspirou não poucas revoltas e não poucas insubmissões. Felizmente!
A tal ponto que hoje podemos ter a consciência de que não foi a obediência que fez a humanidade avançar. Bem pelo contrário. Não foi pela obediência que se fizeram as revoluções que, a pouco e pouco, e só elas, têm vindo a imprimir um pouco mais de justiça nas relações entre os humanos.
Aristides de Sousa Mendes foi um desobediente. Consciente e lúcido. Por singular coincidência faz hoje exactamente 69 anos que Aristides passou os primeiros vistos desobedientes. Em 24 de Junho de 1940, quando o exército nazi avançava pela França dentro, espalhando o terror e a iniquidade, o Dr. Salazar telegrafava ao Cônsul português em Bordéus, proibindo-o de continuar a conceder vistos aos refugiados que procuravam escapar aos horrores do extermínio nazi. A 4 de Julho (dez dias depois) o mesmo Dr. Salazar ordenava um processo disciplinar contra o desobediente pela “concessão abusiva de vistos em passaportes de estrangeiros”. De uma penada chegava ao fim a carreira diplomática de 30 anos de Aristides de Sousa Mendes.
Cito palavras de Sousa Mendes: “Todos eles são seres humanos e o seu estatuto na vida, religião ou cor, são totalmente irrelevantes para mim. Sou cristão e como tal acredito que não devo deixar estes refugiados sucumbir. E assim declaro que darei, sem encargos, um visto a quem quer que o peça”. Com estas palavras argumentou Sousa Mendes na sua defesa perante as acusações que o Estado Novo do Dr. Salazar lhe dirigiu na sequência do seu acto heróico. O Cônsul pagou cara a sua desobediência. Condenado à inactividade num processo disciplinar manipulado, arruinado financeiramente e impedido de exercer advocacia, teve de recorrer à caridade alheia para se sustentar e à sua numerosa família. A Pátria pagou-lhe com a desonra a sua coragem e a sua abnegação.
Anos mais tarde, quando os criminosos nazis se defendiam alegando que obedeciam a ordens, o Tribunal de Nuremberga estabelecia que ninguém poderá atentar contra os valores humanos sob pretexto da obrigação de obedecer a ordens injustas. Foi essa a grande importância de Sousa Mendes: obedecer aos valores da humanidade e não à iniquidade de ordens criminosas. A desobediência do Cônsul de Bordéus terá salvo da morte perto de 30.000 inocentes, mas condenou à humilhação e à agonia um homem honrado e a sua família. Um português bom e justo para quem a obediência cega e passiva se tinham tornado um impossível moral. Aristides de Sousa Mendes é hoje um herói reconhecido por todo o mundo civilizado.
A Tertúlia Policiária da Liberdade, um grupo de amigos que, entre outras coisas, cultiva a procura da verdade e da justiça, veio a Cabanas de Viriato, onde nasceu este notável português do século XX, prestar esta modesta homenagem, tão simples quanto sincera, na certeza de que é na memória dos homens que mereceram a nossa admiração, que poderemos encontrar os caminhos para um futuro melhor para os que vierem depois de nós.

CABANAS DE VIRIATO, 17 de Maio de 2009
(Lida por Rui Mendes)

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Lista de premiados do Concurso de Contos

1.º Prémio
Paula Marques – Conto “Shlaf, Shlaf Befreites Herz”

2.º Prémio
Luís Pessoa – Conto “Brilho Perpétuo”

3.º Prémio
João Rogaciano – Conto “A Caixa de Bombons”

Menção Honrosa
Luís Pessoa – Conto “A Prateleira 13″

Prémiosde Mérito – Categoria Jovem
Daniela Amaral – Conto “A Invasão dos Nazis”

Juliana Campos – Conto “O Grande Humanista e a sua Aprendiza”

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Júri do Concurso de Contos

António Torrado – Poeta, ficcionista e dramaturgo, autor de uma bibliografia de mais de cem títulos, onde avulta a produção literária para os mais novos. Com livros e contos traduzidos nas principais línguas europeias, recebeu diversos prémios literários, em Portugal e no Brasil. Licenciado em Filosofia pela Universidade de Coimbra, foi professor, editor, jornalista, e chefe de programas da RTP, tendo orientado cursos, seminários e oficinas de estratégias da narrativa e escrita teatral. É, desde 1989, membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.

Gustavo Barosa – Licenciado em Filologia Românica. Foi professor, durante 36 anos, no Liceu de Viseu e na Escola Secundária Alves Martins, na área de português e francês. Foi, ainda, professor de rádio na Escola Profissional de Torredeita e formador de português no CFP de Viseu. Trabalhou, também, como encenador de teatro e fez jornalismo escrito e radiofónico, tendo larga experiência de crítica literária.

Rui Mendes – Actor de teatro, cinema e televisão, encenador e cenarista. Foi professor de interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema durante 20 anos. A sua ligação ao teatro remonta a 1955, mas só depois de cumprido o serviço militar de quatro anos, que o levara a abandonar o curso de Arquitectura em 1961, quase no fim deste, é que abraçou a carreira teatral em definitivo. Desde aí até hoje, como intérprete ou encenador, manteve-se em permanente actividade, tendo estado na origem de pelo menos dois grupos de teatro. Foi o encenador da peça “A Desobediência”, de Luiz Francisco Rebello, relativa a vida de Aristides de Sousa Mendes, levada à cena em 2007. Na sua longa actividade profissional ganhou, entre outras importantes coisas, uma grande experiência de leitura e interpretação de textos.

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Homenagem da TPL à Tertúlia Policiária do Norte

As tertúlias policiárias, tal como as imaginamos, consubstanciadas em reuniões regulares de policiaristas, levadas a efeito num café, restaurante ou agremiação popular, tendo como objectivo a discussão de assuntos ligados ao policiarismo, a prossecução de actividades dentro desse âmbito lúdico-cultural e a sã confraternização entre os seus membros, atravessam uma crise cuja etiologia não é muito clara. Não restam porém dúvidas de que tanto a forma como o conteúdo daquilo que concebemos como tertúlia policiária têm de sofrer algumas alterações e/ou alargamentos para que o interesse e proveito alcançados até aqui se repitam no futuro próximo. Penso que a passagem para a internet da maioria dos contactos entre os diversos membros será uma das mais frutuosas alterações de forma.
Vem isto a propósito da Tertúlia Policiária do Norte que, nestes últimos anos, desenvolveu uma actividade digna dos maiores encómios, forçou a passagem para a nova era mas não alcançou ainda a outra margem.
Queremos prestar homenagem a todos os seus membros não só pela realização dessa actividade notável mas também pelo afinco com que o fizeram.
Não podemos esquecer “O Lidador… das Cinzentas”, uma publicação muito cuidada e regularíssima, que nos animou ao longo de dois anos e meio. Não podemos esquecer os convívios, encontros, colóquios, concursos de contos e torneios que a TPN tão proficuamente levou a efeito. E muito menos podemos esquecer a implementação do Arquivo Histórico da Problemística Policiária, uma obra a que as vicissitudes da vida tiraram o espaço físico bem merecido que ela chegou a ter, um espaço que, tudo o levava a crer, seria um importante pólo de desenvolvimento do policiarismo, em particular na sua vertente cultural.
De salientar, ainda, a contínua actividade individual de membros da TPN, como Daniel Falcão, que mantém o sempre actualizado e muito bem informado site “Clube de Detectives”, ou Jartur, que não desarma na sua preciosa elaboração de trabalhos para o Arquivo Histórico ou, também, o Inspector Boavida, cujo caloroso entusiasmo não nos deixa indiferentes.
Confrades da Tertúlia Policiária do Norte, todos vós, aceitai a sincera homenagem dos admiradores e amigos da Tertúlia Policiária da Liberdade.

Nove, em nome da TPL
Cabanas de Viriato, 17-05-2009

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Homenagem da TPL a Gustavo Barosa (Zé-Viseu)

Álacre.
É um adjectivo que cola muito bem ao professor de português Gustavo Barosa, adjectivo esse que já usei para outro policiarista emérito, o saudoso Sete de Espadas.
E álacre porquê?
Porque toda a gente que contacte com o Gustavo Barosa, ou o Zé-Viseu, depressa nota estar perante uma pessoa entusiasmada por aquilo que faz, uma pessoa viva, curiosa e atenta, que contagia os que lhe estão próximos.
Empenhado é outro adjectivo que lhe assenta às mil maravilhas. O que se propõe fazer é para ser feito e bem.
Não admira por isso que se mostre, nas provas policiárias, um concorrente temível. Um mero exercício lúdico-cultural não lhe diminui o empenho. (Deve estar-lhe na massa do sangue, porque, quando tive de o enfrentar numa eliminatória, não me poupou…e já era meu amigo!)
Um homem assim não se limitou, já se vê, a ser um bom professor de português e francês. Fez jornalismo escrito e radiofónico, teatro e música. Dedica-se ao policiarismo, à investigação automobilística, lê muito, nunca deixa de ouvir música e ainda guarda tempo para a banda desenhada e a pesca desportiva. Tudo isto com uma grande entrega à família e aos amigos, sem prejuízo de um grito, sempre pronto, a favor da liberdade.
Foi dele que escutei a forma mais concisa e bem cunhada sobre a decifração de problemas policiais: um desporto mental que obriga a ler e a escrever bem, a pesquisar muito e a pensar bastante!
Mas não é tudo!
O nosso caro Gustavo Barosa também tem sabido suster, corajosa e aplicadamente, traiçoeiras arremetidas contra a sua saúde, para, sem desfalecimento, se nos apresentar, como sempre, álacre e empenhado.
Um verdadeiro exemplo.
É, portanto, uma honra para Tertúlia Policiária da Liberdade poder homenagear um confrade da estatura de Zé-Viseu.

Lido por Pedro Faria (Nove).
Cabanas de Viriato, 17 de Maio de 2009

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